segunda-feira, 4 de abril de 2011

A mendiga

Hoje, lá pelo meio dia, fui no restaurante de costume pra pegar meu almoço. É perto do escritório, então vou a pé. Cheguei lá, fiz minha marmitinha e voltei.

Embalagem, chaves e uma nota de R$10 em uma mão, um copo de suco na outra. Pelo caminho vejo um casal de mendigo e rezo, em silêncio, para não me pedirem o dinheiro ou a comida. Continuo andando e percebo a mendiga se aproximando, então comecei a rezar mais forte ainda. Aí ela começa a andar do meu lado e eu pensei "fudeu, vou ficar sem comida e sem dinheiro". Ela pergunta:
- Onde você arrumou tudo isso? Foi Deus, né?
- Peguei no restaurante ali do lado - na maior inocência do mundo.
- Não tô falando da comida não, tô falando do seu corpo! Foi Deus que te deu, né!

A mulher me deixou sem reação e eu caí na risada. Atravessei a rua e só consegui ouvir ela me elogiando pro outro mendigo.

Receber cantada de mendigo é normal, não? Mas e de mendiga? Pra mim é novidade...

sábado, 2 de abril de 2011

Não sou idiota.

Sabe, uma das últimas coisas que você pode me chamar é de idiota. Posso ser idiota no sentido boba e alegre, nesse caso eu sou até demais - mas idiota de otária? Não, obrigada.

O problema é que é duro saber o que quer e, pra chegar lá, ter que se fazer de idiota. Sei exatamente a reação de quem estou tratando, sei que tenho que me forçar a acreditar no que eu queria que não fosse real, mas eu sei onde tô me metendo.

Então é assim que funciona: você se faz de estúpido, deixa todo mundo pensar que você é babaca, mas consegue o que quer no fim.

Final semi-feliz.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Voltei.

Já se passou quase um ano que abandonei o blog, mas nunca parei de reclamar. Ultimamente tem acontecido tantas coisas que me senti na obrigação de escrever aqui (pra desabafo próprio). Alguém conhece aquela técnica de passar os sentimentos ruins pras palavras? Comigo sempre deu certo...

Fiz 18 anos em Outubro, mas adiei para começar as aulas da auto-escola e, invés de fazer logo depois da maioridade, como quase todos os apressados fazem, preferi começar esse ano.

Problema nº1: Vou viajar pro Canadá dia 8 de Abril (daqui a 8 dias), sendo que comecei as aulas teóricas na segunda semana de Fevereiro e essas demoram 2 semanas, tirando a prova - o resultado dessa geralmente sai em 2 semanas. Mas e minha pressa? Pensei, pensei e pensei, até chegar a conclusão de que com dinheiro você vai a qualquer lugar. Taquei 50 reais na auto-escola, que tem esquema no Detran, e meu resultado saiu em 2 dias. Comecei as aulas de carro e já marquei as de moto pra fazer ao mesmo tempo. Em um mês eu fiz todas as aulas, praticamente passei mais tempo na auto-escola do que no meu trabalho.

Problema nº2: Como enganar meus pais? - pensei. Eles são totalmente contra moto e meu pai quase me expulsou de casa só por ter falado brincando que eu ia tirar habilitação AB. Falei brincando, mas era verdade... só quis saber sua reação. Então passei esse um mês colocando a culpa em tudo: sistema biométrico, auto-escola com horários errados, falando que fiz uma aula quando fiz duas/três, etc. Passar um mês mentindo dia após dia é um inferno, até eu canso.

Problema nº3: Se já era difícil enganar sobre as aulas, imagina enganar sobre o exame, que começa as 7:30h da manhã? Saí de casa hoje até sem avisar, fui pro exame e depois vim pro escritório. Cheguei 9:30h e liguei pra casa, avisando que saí cedo pra descobrir onde era o local do exame de carro.

Problema nº4: Falhei no exame de moto. Nervosismo é uma merda! Quem já fez exame sabe do que eu tô falando. Tu passa um mês aprendendo, chega a fazer tudo certinho, vai pro exame e caga, mas caga muito. Queimei a faixa do 8, saí da faixa de equilíbrio (onde troca a marcha) e derrapei quando fui frear para estacionar. Meu instrutor já logo chegou e fez uma cara de triste... ele confiava mais em mim do que eu mesma e eu falhei. feio.

Problema nº5: Seguindo lá o problema nº1, eu vou pro Canadá e só voltarei em 3 meses. Ou seja, como não passei de primeira no exame, vou ter que esperar 90 dias para repetir e, quem sabe, passar.

RODEI OU NÃO RODEI?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Marisa

Final do ano passado recebi um presente de Natal de uma amiga que mora longe. Ela diz que detesta dar presente que a pessoa não pode trocar caso não goste, então escolheu a loja Marisa, pois tem no Brasil todo.
É, eu tive que trocar... Fui na loja no começo do ano e troquei por um daqueles vales que você pode trocar em até seis meses.

Vou viajar amanhã e pensei: Vou comprar uma roupinha nova!
Cheguei da faculdade, troquei de roupa (tinha derramado café na calça) e fui com toda a coragem do mundo pegar ônibus enquanto uma chuva do cacete caía.
Já gostei mais da Marisa... Fiquei lá por mais de uma hora e achei pouquíssimas coisas, mas foram suficientes. Fui pro caixa e abri minha bolsa pra pegar o vale e meu cartão de crédito pra pagar a diferença.

CADÊ O CARTÃO DE CRÉDITO?

Na porra da calça suja de café! O que eu fiz? Voltei pra casa sem nada. Na chuva. Cansada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Malinha x Caipira

Desde que comecei a colar nos ensaios da bateria da faculdade, gamei em um menino.
Sabe aquela paixão por professor? Eu nunca tive até conhecer o Caipira.
Ele que me ensinou as batidas, os breques e teve a maior paciência do mundo.

Porém, paciência é algo que eu não tenho. Ele não investiu e eu acabei ficando com outro menino da bateria, o Malinha.

Estava tudo lindo, até cheguei a pensar que estava gamada de verdade. Ficamos na segunda de madrugada pra terça... Sexta-feira eu ia pra casa e pensei "meu, que merda, vou deixar ele aqui sozinho". Por motivos maiores, acabei não indo, mas ele foi! Foi viajar com amigos pra Piracicaba, pra uma festa em Piracicaba, pra uma festa em Piracicaba SEM MIM! Fiquei puta, óbvio.

No bar na frente da faculdade, bebemos umas cervejas e ele foi embora. Fiquei conversando com outros amigos, inclusive com o Caipira. Percebi que ele estava me olhando diferente e eu CONHECIA aquele olhar. Não nele, mas em outros...

Eu chamava pra ir pro bar, ele me chamava pra ir pra uma balada (de sertanejo hahahha). Acabou ele indo pro bar e depois pra balada. E, txaram, ficamos. Ele conhece o Malinha e sabe, inclusive, que estava ficando com ele.

No sábado, eles nem me passaram pela cabeça. O problema é que domingo é dia de ensaio da bateria e o Caipira mora aqui perto e me leva de carona. Ele chegou, nos cumprimentamos normalmente e fomos conversando: nada aconteceu. Chegamos lá e a ÚNICA pessoa que já tinha chego era quem? O Malinha, claro. Achei engraçada a situação, mas fiquei na minha. O Malinha veio me dar selinho, mas virei o rosto... Depois acabei beijando ele no ensaio mesmo, não aguentei.

Pra ir embora, fui me despedir dele:
- Você não quer que eu te leve pra casa?
- Não, não precisa... Eu vou com o Caipira.

E foi o que fiz. Mas, invés de voltar pra casa, acabamos indo jantar macarrão (comida de chef) na casa dele. Em determinado período da história, ele pergunta:
- É sério você com o Malinha?
- Sério não é, né? Ele deve ter ficado com alguém em Piracicaba.. e você acha que eu não fiquei com alguém também? - olhando pra ele com cara de "fiquei com você, errr"
- Quem você escolhe?
- Tem que escolher?
- Fala aí...
- Não
- Por que não?
- Porque é meio óbvio...
- Eu, né?

E FICAMOS. TXARAM.

Ele me trouxe em casa e eu não conseguia parar de pensar "que meeeeeerda, ele não podia ter me beijado antes de eu me meter nesse rolo?".

Mas tudo bem. Segunda saí com o Malinha e contei que depois do ensaio fui comer na casa do Caipira:
- Você ficou com ele?
- Não.
EU NÃO SABIA O QUE RESPONDER NA HORA!

Depois tive que pedir pro menino falar que "não" caso o Malinha perguntasse se ficamos... Foi ridículo, mas fazer o que?

Pior que o Malinha é alguém pra se levar a sério: Universitário, 20 anos, trabalha e é responsável. Ótimo partido. Uma das minhas tristezas de voltar pra casa, pois ele estuda no período noturno, ou seja, nunca mais verei o menino.

Além disso, não sei o que faço com os ensaios da bateria. Não vou gastar 40 pau só pra vir no domingo, né? Idiota eu posso até ser, mas rica? Ainda não...

AGORA CHEGA, esse blog tá muito pessoal pro meu gosto.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Nostálgico.

Li uma resposta no FormSpring que me deixou puta. Pediram pro menino se dar uma qualidade pra cada letra do nome dele. Na letra N, ele escreveu NOSTÁLGICO. Achei ridículo ele ter se definido como nostálgico, mas a palavra combina, pra mim, com o momento.

Há exatamente três meses eu estava chegando à São Paulo. Minha mãe veio comigo pra me ajudar com as malas. Jantamos no Shopping e ela dormiu aqui pra eu não sentir tanta diferença. Me lembro de como fiquei puta quando vi que ela deitou do lado que eu gosto de dormir, mas fiquei quieta.

Eu mal sabia que o dia seguinte seria um dos melhores da minha vida: o dia do trote. Eu sabia que seria bom, mas não que seria ótimo. Acordei, liguei o meu antigo notebook (coitado, em um ano a tela ficou uma merda e eu comecei a detestá-lo), coloquei música, entrei no MSN e fui tomar banho. Quando voltei, ela estava dando uma arrumada no quarto pra mim. Ela foi tomar banho e saímos. Foi a primeira vez que comi no Ibérica, uma padaria aqui perto. E graças à Deus a gente tomou café da manhã! Acho que todo mundo deve pensar que eu exagero quando comento sobre o tanto que eu bebi aquele dia. Depois de já ter bebido até mistura de Velho Barreiro com 51 numa garrafa de Absolut e arrecadado mais de 80 reais no farol com três amigos, recebo a ligação da mamãe: Preciso ir embora, você não ia voltar na hora do almoço? Vou te levar a chave, onde você está?
Sim, a intenção era voltar na hora do almoço, afinal, meu período na faculdade é o matutino, mas estava tão bom que eu não queria ir embora...
E ela me levou a chave. Não sei até hoje como ela não percebeu o meu cheiro de álcool... Talvez tenha sido por causa dos meus outros ingredientes: ovo, farinha, café, tinta de parede, etc.
Anoiteceu e eu senti que estava fudida. Minha rua a noite é super escura e eu nem conhecia aqui direito. Por sorte, conheci o Ignorante (veterano) que fez a maior gentileza do mundo: forrou o banco do carro dele com saco de lixo (aqueles pretos enormes) e me trouxe de carona. Isso já era mais de 22h. Cheguei em casa e me deu vontade de chorar. O quarto estava arrumado, limpo e cheio de guloseimas acompanhado por um bilhete escrito na minha agenda. Mamãe me ama, eu sei.

Aliás, no primeiro dia de aula eu entrei na sala, vi que todo mundo se conhecia e achei estranho. Perguntei pra menina ao meu lado em que sala estávamos e a resposta foi: 337, matemática financeira. ERA AULA OPTATIVA! Eu tava na sala errada..

Só depois do carnaval que eu senti como era ruim ir pra faculdade. Motivo: ladeiras. (E só depois de uns 2 meses ou mais que eu comentei com a senhora aqui do apartamento o caminho que eu fazia. Ela ria, ria e ria mais, falando que se eu fosse por uma rua ao lado não teria que subir tanta ladeira.)

Era tudo tão legal e novo que até no trote de outra faculdade (a rival, aliás) eu fui. No nosso trote, o Rio.é.putaria, amigo do Sayfarth nos visitou, então retribuímos a visita. O problema é que não sabíamos como chegar de ônibus, não tínhamos dinheiro e A FACULDADE É RIVAL, PORRA. Mas e daí? Fomos mesmo assim... Foi cômico! Precisamos tanto do dinheiro que pedi pro Rio.é.putaria tirar a camisa, vesti por cima da minha e fingi que era bixete no farol pra arrecadar dinheiro. No final, nem precisei da grana. Liguei pro Ignorante e ele me buscou.

Foram inúmeras aventuras. Até pra Guarulhos eu fui! Tudo por causa de um leilão de automóveis...

Fui pra Rio Claro com o Ignorante pro aniversário de uma amiga. Onde bateram no nosso carro e eu passei mal na casa da menina. Mesmo assim, foi legal.

Chamei um amigo pra dormir na minha casa (na praia) e ele passou mal também, mas foi legal.

Dei PT na balada. Culpa de 4 tequilas em menos de 30 minutos. Fui virada pra faculdade e não tinha mais aula.

Passei um dia inteiro no Centro Academico de Direito. Só comendo, conversando e descansando.

Almocei diversas vezes com os meninos no restaurante do lado da facul.

Quase dividi apartamento com dois brothers. Chegamos até à conhecer o local.

Tirei nota máxima em um trabalho de Psicologia.

Assisti, todas as quartas-feiras, jogo do Timão no bar com um amigo.

Em Março teve a primeira balada da faculdade e foi, de verdade, uma das melhores da minha vida. Nunca tinha saído da balada já de manhã, então era novidade.

Fui na festa do Direito e conferi, pessoalmente, que a da FEA é muito melhor! hahahah

Fui pra balada de ônibus e também voltei.

As coisas começaram a ficar chatas, monótonas. Parei de dormir no horário certo (sempre ia pra cama lá pelas 22h) e comecei a sair mais a noite durante a semana.

Fiquei com medo de pegar DP por faltas, principalmente as que eram da primeira aula.

Cansei de subir ladeira pra ir pra faculdade, acordar cedo e até deixei de tomar café da manhã pra poder dormir mais.

Comecei a colar nos ensaios da bateria domingo e aprendi a tocar Caixa.

E hoje comecei a pensar que isso tudo acabou, que agora vou pra Rehab...
Talvez faça bem, mas não posso esquecer de jeito nenhum tudo que aconteceu nesses três meses em que eu estava morando aqui. Não vou saber viver sem aparecer na faculdade pelo menos um dia a noite pra ver o pessoal, sem ir pro bar na quarta assistir o jogo, sem poder escolher ir pra casa ou ficar aqui no final de semana... Odeio essas saudades pré-estabelecidas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Porra, Moacir!

E lá vai a foto da tristeza de hoje: Adriano comemorando penalti em cima do Timão e gordo ocupando 87,3% da foto.

Moacir, pra que marcar falta? Tu tava atrasado mesmo, porra. DESNECESSÁRIO.
E querido Mano, tu tava atrasado também. Era pra ter tirado essa segunda bola do campo faz tempo.

Nem o Santos perdendo me deixou mais feliz.
PORRA.