Há umas semanas atrás, houve um trabalhinho (na verdade, eram algumas questões) pra fazer em casa e levar para apresentar pra sala a resposta.
Eis que um conhecido (evito ser colega de gente burra) do meu grupo diz: Eu já respondi todas, só falta a 2.
Ok, né? Cheguei em casa, fiz a 2 e fiquei feliz por não ter mais trabalho. Por sorte, um colega (esse sim pode) me chama no MSN e fala: "Faz todos porque o tímido fez tudo errado". Esse colega havia faltado no dia que ela passou as questões e tirou xerox da folha já respondida do tímido.
Dez da noite fui fazer tudo só pra garantir, ainda pensando "ele não pode ser tão burro, deve ter só algumas coisas erradas". AINDA BEM QUE EU FIZ. Imaginem minha cara de taxo ao falar pra sala inteira que maçã é azul porque os iluministas quiseram. Não, claro que ele não escreveu isso, mas tava tão sem graça e ridículo quanto.
Aí chega hoje. Professora passa folha de questões pra cada um. INDIVIDUAL. Porém, podíamos discutir com os colegas e tirar dúvidas. Tímido senta perto, Pro-uni (esse não é burro, mas é lerdo e me irrita) também e começam a discutir sobre o assunto.
Primeiro é o pró-uni. O que me irrita não é a pessoa demorar para resolver a questão, é demorar muito mais que eu e, mesmo eu já tendo dado a resposta de presente, repetir a resposta dele para ver se tá certo. Tipo: FODA-SE. É individual, te vira. Cobra não tem perna e anda. Tá, eu não consigo ser assim. Infelizmente. Eu ouço e tento ser delicada.
Aí vem a próxima questão e o todo inteligente tímido quer dar aula. HAHAHA. Ele já tinha feito quase todas as questões, super a frente de todos os seus coleguinhas de sala. Seria legal pra caralho se ele não tivesse feito tudo errado... de novo. Era pra fazer a curva de oferta, o cara fez a de demana. Imagine uma professora do prézinho mandando você desenhar o céu e o burro desenha o mar e falando que é a mesma coisa. Pior que errar é jurar de pés juntos que o seu exercício tá certo e ainda querer mudar a cabeça dos outros pra te "acompanharem". Aí viro de costas pra fazer a porra das perguntas INDIVIDUAIS e nego acha ruim.
terça-feira, 30 de março de 2010
A apresentação
Hoje teve a apresentação, finalmente, daquele trabalho que virei a noite para concluir. Fomos o primeiro grupo pra já garantir a apresentação. Vídeo começou e travou lá pelo minuto 3 (de 13). Reiniciamos o computador e lá vai o vídeo novamente... e trava. Reinicia de novo e, nesse meio tempo, vou conversar com o dono do notebook (que é do meu grupo) e ouço todo mundo gritando: "Beija, beija, beija, beija". Semana passada, na festinha da sala, nós estávamos na piscina e todo mundo tinha gritado isso. A gente acabou ficando, mas não precisava insistir no coro, né? Não estamos na quinta série, eu acho. Saí de perto morrendo de vergonha e ele colocou o vídeo pra rodar novamente. Não é que a bosta do notebook trava de novo? Tivemos que falar pra sala inteira a entrevista invés de apresentar o vídeo lindo que tínhamos passado horas editando.
Ok, já esperava uma nota baixa por isso, até que meu grupo termina a apresentação e o professor (ex-filho da puta) começou a elogiar demais. Tiramos nota máxima. Qualquer coisa vale por uma nota máxima, inclusive a falta do meu sono e a vergonha na frente da sala. Seria triste se não fosse engraçado.
Confesso que foi uma delícia poder jogar a minha "chatisse" na cara de um amigo. Semana passada tivemos a seguinte conversa:
- Eu atraio gente chata, né? Meu Deus...
- Atrai mesmo porque você é chata.
- É, eu atraio você. Mas por que eu sou chata?
- Umas coisas que você faz...
- Tipo?
- Insistir na legenda do trabalho! Era desnecessário, o professor nem vai ligar pra isso.
- Mas eu gosto das coisas bonitinhas e perfeitinhas, po.
- É, é por isso que você é chata. Desnecessário.
No total, o vídeo rolou por uns 4 minutos e o professor elogiou MUITO a legenda. É, parece que ser chata é bom de vez em quando.
Ok, já esperava uma nota baixa por isso, até que meu grupo termina a apresentação e o professor (ex-filho da puta) começou a elogiar demais. Tiramos nota máxima. Qualquer coisa vale por uma nota máxima, inclusive a falta do meu sono e a vergonha na frente da sala. Seria triste se não fosse engraçado.
Confesso que foi uma delícia poder jogar a minha "chatisse" na cara de um amigo. Semana passada tivemos a seguinte conversa:
- Eu atraio gente chata, né? Meu Deus...
- Atrai mesmo porque você é chata.
- É, eu atraio você. Mas por que eu sou chata?
- Umas coisas que você faz...
- Tipo?
- Insistir na legenda do trabalho! Era desnecessário, o professor nem vai ligar pra isso.
- Mas eu gosto das coisas bonitinhas e perfeitinhas, po.
- É, é por isso que você é chata. Desnecessário.
No total, o vídeo rolou por uns 4 minutos e o professor elogiou MUITO a legenda. É, parece que ser chata é bom de vez em quando.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Continuação do trabalho
Puta da vida, voltei pra casa, né?
Dormi o dia inteiro e estava no meio de um dos melhores sonos da minha vida quando eu ouço, no sonho, me chamarem. Era a senhora que mora comigo. Pensei, no sonho: O que ela tá fazendo aqui? Me chamando?
...foi quando reparei que não era sonho. Ela só estava preocupada por eu ter chego da faculdade e dormido estática das 11h até as 20h, sendo que eu não costumo dormir nesse período e sim almoçar, estudar, mexer no computador, etc.
Dormi o dia inteiro e estava no meio de um dos melhores sonos da minha vida quando eu ouço, no sonho, me chamarem. Era a senhora que mora comigo. Pensei, no sonho: O que ela tá fazendo aqui? Me chamando?
...foi quando reparei que não era sonho. Ela só estava preocupada por eu ter chego da faculdade e dormido estática das 11h até as 20h, sendo que eu não costumo dormir nesse período e sim almoçar, estudar, mexer no computador, etc.
Trabalho
Eis que um dos professores que eu mais gostava sugeriu, quer dizer, mandou nos fazermos uma entrevista com uma psicóloga. Trabalho em grupo e menos de uma semana pra fazer.
Só conseguimos entrevistar a psicóloga as 9h da noite de ontem, ou seja, a gente sabia que viraria a noite editando vídeo, fazendo conclusão de trabalho e etc para cumprir o prazo.
Foi uma noite fudida, sem comer direito, sem beber direito, só pensando na porra do trabalho que deveria ficar perfeito e valer nota máxima.
Eis que o mesmo professor, agora visto por mim como um surdo filho da puta, não nos deixou apresentar. Estava tudo pronto, video no projetor e tudo mais, aí ele vira e fala: "deixa as meninas do outros grupo apresentarem primeiro". Não deu tempo de apresentar nosso trabalho nessa aula, que ficou programado para terça que vem, como se a gente nem tivesse ralado pra fazer tudo em uma noite, como se a gente fosse apresentar qualquer merda...
É, SEU FILHO DA PUTA, DE DORMIR EU NÃO GOSTO NÃO.
Só conseguimos entrevistar a psicóloga as 9h da noite de ontem, ou seja, a gente sabia que viraria a noite editando vídeo, fazendo conclusão de trabalho e etc para cumprir o prazo.
Foi uma noite fudida, sem comer direito, sem beber direito, só pensando na porra do trabalho que deveria ficar perfeito e valer nota máxima.
Eis que o mesmo professor, agora visto por mim como um surdo filho da puta, não nos deixou apresentar. Estava tudo pronto, video no projetor e tudo mais, aí ele vira e fala: "deixa as meninas do outros grupo apresentarem primeiro". Não deu tempo de apresentar nosso trabalho nessa aula, que ficou programado para terça que vem, como se a gente nem tivesse ralado pra fazer tudo em uma noite, como se a gente fosse apresentar qualquer merda...
É, SEU FILHO DA PUTA, DE DORMIR EU NÃO GOSTO NÃO.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Entrevista de estágio
Ontem fui no centro para uma entrevista. Puta lugar sujo, mas ok, não vou reclamar disso. Na verdade, dessa vez vim pra rir.
Meus concorrentes eram ridículos!
Certa hora a mulher perguntou para a menina:
- Qual é sua melhor qualidade e seu pior defeito?
- Ah... Eu sou pró-ativa... E... e meu pior defeito é que eu sô tímida.
Tchau, concorrente.
Se você está concorrendo à uma vaga que necessita lidar com clientes, quando você vai dizer que é tímida? Aí quando pensei que não podia sair nada pior ou igual, o outro concorrente responde:
- Ah... eu sou meio atrapalhado.
HAHAHA E ainda tenta corrigir:
- Ah, é que assim... Tipo... Eu sempre tento fazer as coisas direito, mas eu sou meio atrapalhado e às vezes sai meio errado.
Na boa, eles estavam mesmo numa entrevista de emprego?
Outra hora a mulher perguntou pra menina:
- Por que eu devo contratar você e não ela? (se referindo à mim, que tinha sido entrevistada primeiro)
- Ah... eu não conheço ela, então não posso dizer porque você não pode contratar ela.
HAHAHAHAHA, até a mulher ficou sem graça pela merda que a concorrente disse:
- Não, calma... Não quero que você fale mal dela, quero que você me diga uma qualidade sua que seja boa o suficiente pra eu contratar você e não os seus concorrentes.
Aí, para minha surpresa, me ligaram hoje informando-me que fui aprovada. UAU! Nem acredito, hein... É foda.
Meus concorrentes eram ridículos!
Certa hora a mulher perguntou para a menina:
- Qual é sua melhor qualidade e seu pior defeito?
- Ah... Eu sou pró-ativa... E... e meu pior defeito é que eu sô tímida.
Tchau, concorrente.
Se você está concorrendo à uma vaga que necessita lidar com clientes, quando você vai dizer que é tímida? Aí quando pensei que não podia sair nada pior ou igual, o outro concorrente responde:
- Ah... eu sou meio atrapalhado.
HAHAHA E ainda tenta corrigir:
- Ah, é que assim... Tipo... Eu sempre tento fazer as coisas direito, mas eu sou meio atrapalhado e às vezes sai meio errado.
Na boa, eles estavam mesmo numa entrevista de emprego?
Outra hora a mulher perguntou pra menina:
- Por que eu devo contratar você e não ela? (se referindo à mim, que tinha sido entrevistada primeiro)
- Ah... eu não conheço ela, então não posso dizer porque você não pode contratar ela.
HAHAHAHAHA, até a mulher ficou sem graça pela merda que a concorrente disse:
- Não, calma... Não quero que você fale mal dela, quero que você me diga uma qualidade sua que seja boa o suficiente pra eu contratar você e não os seus concorrentes.
Aí, para minha surpresa, me ligaram hoje informando-me que fui aprovada. UAU! Nem acredito, hein... É foda.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A Véia
Sábado a senhora que mora comigo saiu com o neto e disse que voltaria logo.
No mesmo dia, mais tarde, achei estranho ela não ter voltado.
Dez da noite eu saí e voltei as 2h, sem nem sequer um movimento na casa.
Pensei: pronto, a velha morreu.
Acordei, nada.
Almocei, nada.
Pensei: pronto, a velha morreu mesmo.
Comecei a procurar telefones de familiares, liguei pra meio mundo, consegui falar com uma neta dela. Primeira coisa que ela perguntou: Aconteceu algo com a minha vó?
E o que eu respondo? Então... não sei.
Finalmente consigo entrar em contato com a véia, quer dizer, com o neto dela. Eles foram pra chácara deles e ela dormiu por lá.
Claro, eu nasci pra me fuder. Me preocupar com véio é foda. Próxima vez vai morrer e eu vou falar: Pensei que tinha dormido na chácara.
No mesmo dia, mais tarde, achei estranho ela não ter voltado.
Dez da noite eu saí e voltei as 2h, sem nem sequer um movimento na casa.
Pensei: pronto, a velha morreu.
Acordei, nada.
Almocei, nada.
Pensei: pronto, a velha morreu mesmo.
Comecei a procurar telefones de familiares, liguei pra meio mundo, consegui falar com uma neta dela. Primeira coisa que ela perguntou: Aconteceu algo com a minha vó?
E o que eu respondo? Então... não sei.
Finalmente consigo entrar em contato com a véia, quer dizer, com o neto dela. Eles foram pra chácara deles e ela dormiu por lá.
Claro, eu nasci pra me fuder. Me preocupar com véio é foda. Próxima vez vai morrer e eu vou falar: Pensei que tinha dormido na chácara.
sábado, 20 de março de 2010
Balada
Ontem teve uma balada organizada pela minha faculdade e a festa foi ótima. Nela, conheci um menino muito interessante e misterioso que me prendeu por muito tempo em sua conversa. Igual em filmes, fomos nos aproximando aos poucos até nos beijarmos. Após uns 20 minutos conversando sobre nada, eu apoio na grade e ele abaixa. Aí a história muda...
ELE VOMITOU DO MEU LADO. DO MEU LADO! Caiu até na minha blusa...
Nunca mais fico com meninos bêbados.
ELE VOMITOU DO MEU LADO. DO MEU LADO! Caiu até na minha blusa...
Nunca mais fico com meninos bêbados.
quinta-feira, 18 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Iludida.
Hoje teve palestra novamente e contava com a carona de um amigo para ir. Apesar de morar relativamente perto, não quero que roubem minha dignidade (entre outras coisas): Tenho medo de andar por aqui a noite.
Deu 19h, horário da palestra. Cadê? Ligo pra ele, que diz que está saindo de casa. Meio minuto depois ele retorna a ligação dizendo para eu ir que ele estava sem carro e tinha que esperar a mãe (porra!)... Ok, peguei o táxi. Gasto dinheiro, mas não sola de sapato.
Cheguei lá e a porra da palestra começou uma hora atrasada, exatamente quando ele chegou. Ou ele é sortudo, ou eu que sou azarada.
A palestra foi acabar depois das 22h, mas o filho da puta não podia esperar chegar ao final, tinha que ir pra casa e me deixou sem carona para voltar também. Ainda me pergunto por que eu me coloco nessas situações de depender de filhinho da (puta) mamãe. Por que, meu Deus?
Deu 19h, horário da palestra. Cadê? Ligo pra ele, que diz que está saindo de casa. Meio minuto depois ele retorna a ligação dizendo para eu ir que ele estava sem carro e tinha que esperar a mãe (porra!)... Ok, peguei o táxi. Gasto dinheiro, mas não sola de sapato.
Cheguei lá e a porra da palestra começou uma hora atrasada, exatamente quando ele chegou. Ou ele é sortudo, ou eu que sou azarada.
A palestra foi acabar depois das 22h, mas o filho da puta não podia esperar chegar ao final, tinha que ir pra casa e me deixou sem carona para voltar também. Ainda me pergunto por que eu me coloco nessas situações de depender de filhinho da (puta) mamãe. Por que, meu Deus?
Celular
Ontem teve palestra a noite na faculdade e consegui recuperar meu celular. Meu amigo, cansado de ouvir o despertador apitar as 6h da manhã, o desligou tirando a bateria. Ok, né, pelo menos, quando fui usar, não estava descarregado.
Hoje acordei as 6h. Pelo menos era o que mostrava o meu celular, que mudou o horário sozinho quando meu amigo tirou a bateria.
Resultado? Cheguei atrasada na aula.
Hoje acordei as 6h. Pelo menos era o que mostrava o meu celular, que mudou o horário sozinho quando meu amigo tirou a bateria.
Resultado? Cheguei atrasada na aula.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Dia de merda.
Domingo é o pior dia pra mim. Sair da minha casa, da minha cidade, ir pra casa de alguém que não é da minha família e ficar longe do "meu lugar".
Pois bem, foi o primeiro domingo que eu realmente senti essa transição de "minha cidade" para "merda de cidade". Não que aqui seja realmente uma merda, mas dá tristeza. Com isso na cabeça, resolvi sair com um amigo a noite, só pra trocar uma idéia rápida. E fomos... Quando voltei para minha casa, sentei na cama e tirei as coisas do bolso, notei: PORRA, MEU CELULAR FICOU NO CARRO DELE. A merda de esquecer o celular com os outros é que você não tem como avisar que esqueceu o celular com os outros. Ai você me pergunta: Tu não tem telefone em casa? Não.
Pensei: "Foda-se, amanhã eu pego na faculdade". Porém, com toda a minha tristeza pré-chico, não consegui dormir. Era quase 5h da manhã e eu percebi que já tinha assistido todos os episódios de Greek e tomado sopa de macarrão de madrugada, que é refeição de gente saudável. Eu sabia que não ia acordar na hora certa, afinal, meu celular é meu dispertador. Não é que eu acertei? Acordei desesperada as 8h da manhã, sendo que minha aula começa as 7:30h. Resolvi não correr e chegar na segunda aula (9:10h). Me arrumei e fui.
O que mais me incomoda de estar aqui não é nem a falta que sinto da minha cama, mas o excesso de ladeira. Se eu fosse prefeita daqui, mandava nivelar tudo sem querer saber dos gastos ou do que poderia acontecer. Ninguém merece subir parede! Mas ok, fui a pé e cheguei suando, como todos os malditos dias. E o que acontece? Não tem aula. Culpa da chuva do domingo que fez o favor de apagar a luz de várias regiões.
Pensei: "Foda-se, vou procurar meu amigo que tá com meu celular". Não achei, óbvio. Por sorte, ele mora há 2 quadras da faculdade. Por azar, ele mora no DECIMO PRIMEIRO ANDAR. Cheguei na portaria:
- O Júnior tá aí? Ele mora no 116 com o Fabrício, tem como interfonar pra mim?
- Não tem como interfonar porque tá sem energia, mas pode subir lá que eles tão aí... A escada fica no final do corredor.
PORRA! Não bastava eu ter subido a parede pra ir pra faculdade, as rampas pra ir até minha sala e certificar-me de que não haveria aula? Ainda tinha que subir 11 andares? Ok, né, o que a gente não faz pelo celular?
Cheguei suando, novamente. Fabrício abre a porta.
- Oi, o Júnior tá ai?
- Não...
- Er, não?
- Não, ele foi pra Embu, tinha que pegar umas coisas dele lá, mas pode entrar, dá uma olhada no quarto dele.
Sou muito educada, meu Deus! Até entrei, mas e a coragem de fuçar o quarto do menino? Dei tchau e desci, obviamente, puta da vida.
Já que o dia estava uma bosta, resolvi fazer compras. Descendo a parede que havia subido, vi uma escada. "Vou passar por debaixo mesmo, foda-se! Mais azar hoje não tem como...". MAS TEM, QUERIDA. Escorreguei na ladeira e cai no chão. Claro, não foi só isso. Meu joelho ficou fudido e minha calça (NOVA) rasgou. Nunca mais passo por baixo de escada...
Comecei a chorar histericamente, só consegui pensar em "quero minha casa". Resolvi procurar um orelhão pra ligar pra casa, já que estava sem celular, né. Achei UM: eeeee, felicidade. Fui ligar a cobrar e só conseguia digitar 9, o 0 da porra do telefone público não estava funcionando. Desisti. Peguei ônibus e fui até o shopping, onde comecei a terapia. Tudo mudou magicamente a partir dali.
Usei o pensamento da árvore (mate uma, plante duas) e comprei 2 calças... É, meu celular sumiu, mas meu cartão de crédito é intocavel.
Obs.: Os nomes estão trocados, obviamente.
Pois bem, foi o primeiro domingo que eu realmente senti essa transição de "minha cidade" para "merda de cidade". Não que aqui seja realmente uma merda, mas dá tristeza. Com isso na cabeça, resolvi sair com um amigo a noite, só pra trocar uma idéia rápida. E fomos... Quando voltei para minha casa, sentei na cama e tirei as coisas do bolso, notei: PORRA, MEU CELULAR FICOU NO CARRO DELE. A merda de esquecer o celular com os outros é que você não tem como avisar que esqueceu o celular com os outros. Ai você me pergunta: Tu não tem telefone em casa? Não.
Pensei: "Foda-se, amanhã eu pego na faculdade". Porém, com toda a minha tristeza pré-chico, não consegui dormir. Era quase 5h da manhã e eu percebi que já tinha assistido todos os episódios de Greek e tomado sopa de macarrão de madrugada, que é refeição de gente saudável. Eu sabia que não ia acordar na hora certa, afinal, meu celular é meu dispertador. Não é que eu acertei? Acordei desesperada as 8h da manhã, sendo que minha aula começa as 7:30h. Resolvi não correr e chegar na segunda aula (9:10h). Me arrumei e fui.
O que mais me incomoda de estar aqui não é nem a falta que sinto da minha cama, mas o excesso de ladeira. Se eu fosse prefeita daqui, mandava nivelar tudo sem querer saber dos gastos ou do que poderia acontecer. Ninguém merece subir parede! Mas ok, fui a pé e cheguei suando, como todos os malditos dias. E o que acontece? Não tem aula. Culpa da chuva do domingo que fez o favor de apagar a luz de várias regiões.
Pensei: "Foda-se, vou procurar meu amigo que tá com meu celular". Não achei, óbvio. Por sorte, ele mora há 2 quadras da faculdade. Por azar, ele mora no DECIMO PRIMEIRO ANDAR. Cheguei na portaria:
- O Júnior tá aí? Ele mora no 116 com o Fabrício, tem como interfonar pra mim?
- Não tem como interfonar porque tá sem energia, mas pode subir lá que eles tão aí... A escada fica no final do corredor.
PORRA! Não bastava eu ter subido a parede pra ir pra faculdade, as rampas pra ir até minha sala e certificar-me de que não haveria aula? Ainda tinha que subir 11 andares? Ok, né, o que a gente não faz pelo celular?
Cheguei suando, novamente. Fabrício abre a porta.
- Oi, o Júnior tá ai?
- Não...
- Er, não?
- Não, ele foi pra Embu, tinha que pegar umas coisas dele lá, mas pode entrar, dá uma olhada no quarto dele.
Sou muito educada, meu Deus! Até entrei, mas e a coragem de fuçar o quarto do menino? Dei tchau e desci, obviamente, puta da vida.
Já que o dia estava uma bosta, resolvi fazer compras. Descendo a parede que havia subido, vi uma escada. "Vou passar por debaixo mesmo, foda-se! Mais azar hoje não tem como...". MAS TEM, QUERIDA. Escorreguei na ladeira e cai no chão. Claro, não foi só isso. Meu joelho ficou fudido e minha calça (NOVA) rasgou. Nunca mais passo por baixo de escada...
Comecei a chorar histericamente, só consegui pensar em "quero minha casa". Resolvi procurar um orelhão pra ligar pra casa, já que estava sem celular, né. Achei UM: eeeee, felicidade. Fui ligar a cobrar e só conseguia digitar 9, o 0 da porra do telefone público não estava funcionando. Desisti. Peguei ônibus e fui até o shopping, onde comecei a terapia. Tudo mudou magicamente a partir dali.
Usei o pensamento da árvore (mate uma, plante duas) e comprei 2 calças... É, meu celular sumiu, mas meu cartão de crédito é intocavel.
Obs.: Os nomes estão trocados, obviamente.
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