sexta-feira, 2 de abril de 2010

Volta pra cá

Quarta-feira eu acordo, vejo que meu quarto está uma bagunça e que, finalmente, é dia de voltar pra minha casa, pra minha cama, pra minha família. Arrumo tudo, separo algumas coisas que tenho que trazer comigo e vou pra aula. Manhã tensa, primeira prova de faculdade, ainda piorando a situação, era matemática. Não me lembro de ver uma única pessoa calma que não fosse do Pro-Uni (eles não fizeram prova, professor resolveu não aplicar à eles pois chegaram há pouquissimo tempo). Não me lembro de ver alguém saindo da prova feliz ambém... Todo mundo se fudeu, essa é a verdade.

Tudo bem, eu tava ansiosa demais pra chegar em casa pra ficar pensando em como eu rodei, levei pau, me fodi na prova.
Desci aquela maldita ladeira e sentei no ponto. Por causa do calor, fiquei procurando um elástico de cabelo (que não achei até hoje) nas minhas coisas e, quando olho pra frente, vejo o ônibus passar rápido e sem parar. Claro, eu nem tava com pressa pra pegar o ônibus, nem queria mesmo... Outro passou em 10 minutos completamente lotado. Mas o que a gente não faz pra voltar pra casa? Foi ele mesmo. Calor, odor, tudo misturado enquanto eu carregava bolsa e sacola pesadas.

Depois do alívio de enfim chegar no terminal rodoviário (depois ônibus e metrô), comprei a passagem e fiquei enrolando por uns 15 minutos para entrar. Quando subi, me dirigi à minha poltrona: 29, mas a filha da puta da 28 não sacou que as pessoas podem sentar ao lado e lotou o banco de coisas dela. Ok, foda-se, como se eu quisesse muito sentar com ela. Resolvi ir para a de trás, torcendo pra ninguém se sentar do meu lado ou estar com esse número de poltrona. Nisso, olho pros últimos bancos e vejo um menino careca, de barba e óculos escuros e só conseguia pensar "Não.é.possível". MAS É, QUERIDA.

Era o Abusado. Figurinha de anos atrás que sempre foi meu karma (e eu o dele). Imagine um cara filho da puta e abusado de verdade, que você gostou demais e que agora, mesmo pegando ele de vez em quando, nem sente mais nada porque aprendeu com o que passou (e perdeu o encanto também, claro). Parece que, de algum jeito, um sempre cruza o caminho do outro. Mas essa vez foi demais. Abusado está cursando faculdade em Campinas (e eu em São Paulo), quais as chances de eu encontrá-lo novamente? Parece que, quando se trata de karma, as chances aumentam. Ainda tô inconfomada com tal coincidência. Pior que, no momento, prometi algumas coisas pra ele caso nos encontrássemos novamente em um ônibus por coincidência. Só esqueci que as coisas entre nós funcionam muito bem na coincidência. Tô fudida.

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