segunda-feira, 4 de abril de 2011

A mendiga

Hoje, lá pelo meio dia, fui no restaurante de costume pra pegar meu almoço. É perto do escritório, então vou a pé. Cheguei lá, fiz minha marmitinha e voltei.

Embalagem, chaves e uma nota de R$10 em uma mão, um copo de suco na outra. Pelo caminho vejo um casal de mendigo e rezo, em silêncio, para não me pedirem o dinheiro ou a comida. Continuo andando e percebo a mendiga se aproximando, então comecei a rezar mais forte ainda. Aí ela começa a andar do meu lado e eu pensei "fudeu, vou ficar sem comida e sem dinheiro". Ela pergunta:
- Onde você arrumou tudo isso? Foi Deus, né?
- Peguei no restaurante ali do lado - na maior inocência do mundo.
- Não tô falando da comida não, tô falando do seu corpo! Foi Deus que te deu, né!

A mulher me deixou sem reação e eu caí na risada. Atravessei a rua e só consegui ouvir ela me elogiando pro outro mendigo.

Receber cantada de mendigo é normal, não? Mas e de mendiga? Pra mim é novidade...

sábado, 2 de abril de 2011

Não sou idiota.

Sabe, uma das últimas coisas que você pode me chamar é de idiota. Posso ser idiota no sentido boba e alegre, nesse caso eu sou até demais - mas idiota de otária? Não, obrigada.

O problema é que é duro saber o que quer e, pra chegar lá, ter que se fazer de idiota. Sei exatamente a reação de quem estou tratando, sei que tenho que me forçar a acreditar no que eu queria que não fosse real, mas eu sei onde tô me metendo.

Então é assim que funciona: você se faz de estúpido, deixa todo mundo pensar que você é babaca, mas consegue o que quer no fim.

Final semi-feliz.